PÁGINAS


LUCAS PINHEIRO BRAATHEN FAZ HISTÓRIA PARA O BRASIL NO GELO

 

Ouro na Neve: Lucas Pinheiro Braathen Escreve o 

Capítulo Mais Gelado e Glorioso da História Brasileira

Olímpíada de Inverno de Milão-Cortina
O hino nacional brasileiro ecoou pela primeira vez em uma cerimônia de premiação dos Jogos Olímpicos de Inverno. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, Lucas Pinheiro Braathen não apenas venceu a prova do Slalom Gigante no esqui alpino; ele derrubou barreiras geográficas e climáticas ao conquistar a primeira medalha de ouro da história do Brasil na competição. 
Com o feito, o Brasil torna-se também o primeiro país da América do Sul a subir ao pódio em uma Olimpíada de Inverno, superando o domínio histórico de nações europeias e da América do Norte.

A Descida da Imortalidade

Disputada no desafiador Centro de Esqui Stelvio, a prova foi decidida nos detalhes. Lucas, que já havia feito o melhor tempo na primeira descida (1:13.92), manteve a frieza técnica e a agressividade necessária na segunda bateria. Com um tempo total somado de 2:25.00, ele desbancou favoritos como o suíço Marco Odermatt, consolidando-se como o maior fenômeno dos esportes de neve que o país já viu.

A vitória é um marco para um país tropical que, apesar de não possuir neve, encontrou em Lucas o embaixador perfeito para provar que o "espírito brasileiro" não tem temperatura ideal.

Do Futebol de Rua ao Topo do Mundo

A trajetória de Lucas é um roteiro digno de cinema. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, ele nasceu em Oslo, mas sua essência foi forjada nas ruas de São Paulo. Foi jogando futebol com os amigos e primos no Brasil que ele desenvolveu seu amor pelo esporte e a "ginga" que hoje aplica nas curvas fechadas das montanhas.

"O Brasil está em todos os cantos do mundo. Agora, nas montanhas também. Quero trazer esse jeito brasileiro, essa atmosfera e essa alegria para um esporte que muitas vezes é sério demais. Essa energia é o que me move", declarou o campeão, visivelmente emocionado, logo após a confirmação do título.

Um Relato sobre o "Pinheiro"

Lucas não carrega o sobrenome Pinheiro apenas no documento; ele o vive. Mesmo tendo crescido na Noruega, ele optou por abdicar da poderosa federação norueguesa para representar as cores de sua mãe. Ele é o atleta que não abre mão do pão de queijo e do guaraná assim que pisa em solo brasileiro e que se inspira na liberdade criativa de ídolos como Ronaldinho Gaúcho para "driblar" as portas no gelo.

Sua decisão de competir pelo Brasil foi movida pelo desejo de inspirar 200 milhões de pessoas a acreditarem no impossível. Hoje, ao beijar a medalha de ouro com o verde e amarelo no peito, ele provou que o Brasil, o país do sol, também aprendeu a brilhar no gelo.

Por: Eufrate Almeida