PÁGINAS


EXPOSIÇÕES FOTOGRÁFICAS DE EUFRATE ALMEIDA

"RAÍZES AFRICANAS
Nesta mostra foram retratados cinco países do continente africano:
 Senegal, Costa do Marfim, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Gâmbia.  



No início da minha carreira como jornalista, decidi conhecer alguns países do continente africano e além da curiosidade, algo mais me preocupava, sabia que a maioria da população brasileira desconhecia a história daquele continente, a existência de grandes cidades, a diversidade de idiomas, a riqueza cultural e a importância da ancestralidade africana no desenvolvimento das culturas no mundo. Frente à oportunidade e a necessidade de conhecer melhor o continente de onde descende a maior população negra do mundo, fora da África, embarquei para o Senegal, depois para Costa do Marfim, Cabo Verde, Gâmbia e Guiné Bissau.
Minhas viagens tinham como objetivo colher informações que suprissem a lacuna deixada pelos livros didáticos brasileiros, pois, a história da África, pouco é contemplada no currículo escolar no Brasil. A invisibilidade do continente africano, no ensino fundamental e médio, é total. Minha preocupação maior era, e ainda é, a maneira com que as crianças recebem as informações – sempre negativas – por parte dos meios de comunicação, enfatizando a miséria, a guerra, as doenças, a fome entre outros males, como se isso não acontecesse em outros lugares do mundo - inclusive no Brasil -, fazendo com que as crianças, jovens e adolescentes neguem sua afrodescendência e sintam-se totalmente desinteressados para o assunto. Parafraseando o professor Henrique Cunha Júnior (Universidade Federal do Ceará), a imagem do africano em nossa sociedade é a do selvagem acorrentado à miséria. Informação essa, de caráter racista, produtora de um imaginário pobre, preconceituoso e brutal, que cria dificuldade em articular um novo raciocínio sobre a história daquele continente.
A missão da qual me propus, foi manter contato com as culturas urbana e rural e, por meio da convivência, retratar o cotidiano, a alegria e a receptividade do povo africano. Com recursos próprios, realizei a viagem com sucesso e trouxe imagens incomuns, passando a exibi-las em exposições, palestras em escolas, associações, entidades classistas, além de ilustrar livros e revistas. Nessas palestras com a apresentação de slides, pude vivenciar o espanto das pessoas quando viram prédios e carros luxuosos, a ponto de certificarem, se realmente as fotos teriam sido feitas na África. O trabalho desenvolvido nas escolas da periferia e em comunidades carentes, serviu para elevar a autoestima das pessoas – a maioria negra – e revelar a realidade positiva do continente africano.




"REMANESCENTES DE QUILOMBO"
Exposição fotográfica retratando o Quilombo Ivaporunduva, 
situado na cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, Estado de São Paulo. 

A cultura quilombola faz parte da história do Brasil e a proposta desta exposição fotográfica é manter viva na memória dos seus descendentes/herdeiros, a luta pela sobrevivência e a manutenção de seus hábitos e cultura; divulgar a dificuldade que quilombolas enfrentam para permanecer em suas terra, manter o cultivo de sua lavoura e preservarem seus valores étnicos.
Na qualidade de fotógrafo, procurei captar a herança cultural deixada pelos escravos, a fim de divulgar uma realidade desconhecida pela maioria da população brasileira.
A Exposição retrata a memória histórica de um povo que até hoje sofre, com o legado da escravidão, registrando:
Espaço físico-geográfico, os tipos físicos (retratos), a arquitetura em pau-a-pique, mostrando o entrelaçamento de ripas que dá forma às moradias, o trabalho na agricultura de subsistência e a diversidade de utensílios e o rio Ivaporunduva, que em Tupi Guarani significa “árvore de muitos frutos” (único meio de acesso à comunidade).
O Quilombo Ivaporunduva está situado no Município de Eldorado, no Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, onde 80 famílias sobrevivem, exclusivamente, da agricultura, pesca e caça artesanal, preservando o equilíbrio ecológico, extraindo o estritamente necessário para o próprio consumo.


"PONTOS DE VISTA"


A Exposição "Pontos de Vista" foi especialmente produzida para as comemorações do Dia da África (25/05), em 2009.    Ficou exposta no mês de maio, no Instituto de Artes da UNESP, Campus São Paulo e revelou aspectos culturais de vários países africanos, sob diferentes pontos de vista.

Informações sobre os países retratados

SENEGAL
Ex-colônia francesa, independente desde 1960, o Senegal é o país mais a oeste da África Ocidental e faz fronteira, ao norte, com a Mauritânia; a leste, com o Mali; ao sul, com a República da Guiné e a Guiné-Bissau; e a oeste, com o Oceano Atlântico. É o mais próximo vizinho de Cabo Verde e possui uma particularidade - a Gâmbia, país de colonização inglesa que se formou ao longo do rio Gâmbia, divide praticamente o seu território em duas partes, constituindo-se em um enclave de fato.
Casamance, local em que foram feitas as fotos rurais desta mostra, região localizada no sul Senegal, entre a Gâmbia, Guiné-Bissau e a República da Guiné, permanece isolada do restante do território do país. A principal conexão se faz pela via marítima. Pela via terrestre, é necessário contornar o rio Gâmbia ou atravessá-lo em barcaças para atingir a Casamance a partir de Dacar, a capital senegalesa.
Casamance, uma denominação provavelmente de origem portuguesa - os portugueses foram os primeiros europeus a se estabelecer na região -, é também o nome do grande rio que a atravessa e faz com que se possam distinguir duas zonas: a Alta Casamance e a Baixa Casamance. A Alta Casamance estende-se desde o norte do rio Casamance até a Gâmbia; a Baixa está situada entre o rio e Guiné-Bissau e a Guiné.
Com paisagens belíssimas, a Casamance é um verdadeiro labirinto de florestas remotas e de manguezais, entrecortado por muitos rios e um braço de mar, onde o meio de transporte tradicional são as pirogas - embarcações talhadas em madeira de uma única árvore. A vegetação exuberante faz com que essa região, única e extraordinária, seja conhecida como “o pulmão do Senegal”. Rica em recursos minerais e naturais, com terras férteis propícias à agricultura e ao cultivo de frutas tropicais como a banana, a manga, o abacaxi e o mamão, a economia da região é predominantemente agrícola. A Casamance é responsável pela produção de metade do arroz, do algodão e do milho do país e por esta razão é também chamada de "celeiro do Senegal".
O conjunto de fotos desse país, além das imagens da aldeia jola, mostra os centros financeiro e comercial de Dacar, com a arquitetura francesa e pessoas nos trajes típicos do país.

MALI - DESERTO DO SAARA E SEUS HABITANTES

Os tuaregues, que significa “Abandonado por Deus”, no idioma tamashek, são povos nômadas e berberes, criadores de gado do Saara Ocidental e Central e do Sahel. Vivem no noroeste africano principalmente no deserto do Saara, do sul da Argélia ao norte de Mali e no lado leste da Nigéria.

Idioma e Religião

Existem oito grupos de tuaregues e todos falam o tamashek, uma língua que pertence ao ramo berbere da família afro-asiática. É falado por cerca de 850.000 pessoas e é escrita em tifinagh (alfabeto não-cursivo que deriva do antigo numidiano). Provavelmente tem parentesco com egípcios e marroquinos, com quem partilham trechos culturais e a religião muçulmana.

Vida

Os homens dedicam-se à pastorícia (ovinos, camelos), aos transportes e ao comércio (sal, tâmaras, peles). São excelentes guias para a atravecia de caravanas pelo deserto.

Vestuário

As mulheres usam véu, os homens (taguelmust) turbante acompanhado de um véu que cobre todo o rosto exceto os olhos, além de fazer parte da cultura, o véu tem a função prática de proteger do sol e das rajadas de areia durante suas viagens.

Alimentação

A alimentação tuaregue é composta por laticínios, carne, hortaliças e peixe.

Moradia

Os tuaregues vivem em tendas de tecidos feitos à mão ou de pele de cabra e dormem em esteiras.

COSTA DO MARFIM

Costa do Marfim (em francês, Côte d'Ivoire) é um país africano, limitado ao norte pelo Mali e por Burkina Faso; a leste por Gana, ao sul pelo Oceano Atlântico, a oeste pela Libéria e pela Guiné. Sua capital é Yamoussoukro.
Denomina-se marfinês, costa-marfinês ou ainda costa-marfinense a quem é natural da Costa do Marfim.
Apesar de se usar em português o nome Costa do Marfim, o governo marfinês solicitou à comunidade internacional, em outubro de 1985, que o país seja chamado apenas por Côte d'Ivoire.
As imagens aqui apresentadas mostram um congresso de líderes regionais, cerimônia de um casamento cristão (católico) e uma confraternização familiar.